BALSA, CIDADE PERDIDA

Edição digital da 1ª edição impressa, de Maio 2007

Capítulos separados em formato Adobe PDF

·  Entrada
Apresentações
Prefácio

·  Aviso ao leitor
História de Balsa
Vistas comentadas do aspecto actual de Balsa

·  Cronologia de Balsa
Testemunhos

·  Arqueologia de Balsa

·  Economia de Balsa

·  Geografia de Balsa

·  Os balsenses

·  O urbanismo de Balsa

·  Onde estão os monumentos de Balsa?

·  A cidade romana ideal
Para saber mais sobre Balsa
Créditos

©Luis Fraga da Silva
2004-2007

ATLAS DE BALSA

EXPOSIÇÃO DE PAINÉIS SOBRE BALSA (Materiais do Centro Interpretativo)

Posts sobre Balsa no blog do autor

 

http://bp3.blogger.com/_DGBXw0Y3PUc/RkmsVJtoEvI/AAAAAAAAAEM/hPirqcuNTZ0/s400/Capafinalp50.jpgFicha técnica:
Título: Balsa, cidade perdida
Autor: Luis Fraga da Silva

Edição: Campo Arqueológico de Tavira e Câmara Municipal de Tavira
Ano: 2007
ISBN: 978-972-97648-9-9
Depósito Legal n.º: 258768/07
Produção: Tiragem Lda.
Nº de páginas: 140
Formato: A4
Distribuição (1ª edição): Bertrand

 

 

 

 

 

Prefácio (extracto)

Maria Luísa Affonso dos Santos, autora da obra "Arqueologia Romana do Algarve", escrevia em 1971 a respeito de Balsa:

”Desta cidade... já quase nada resta à vista. Quem hoje for à Torre de Ares fi cará decepcionado. Encontrará apenas uma vastidão de terreno a perder de vista, à beira do braço de mar, em parte cultivado, e uma pequena casa de campo que se ergue solitária num ambiente de calma e desolação. Abandonados no terreno jazem alguns fustes, uma ou outra pedra e inúmeros alicerces emergem à superfície. Eis o que perdura in loco da famosa Balsa.”

Hoje a situação é bem pior, pois os fustes desapareceram e os “inúmeros alicerces” que emergiam à superfície foram extensa e deliberadamente destruídos. A desolação antiga foi substituída pela desolação moderna dos campos cobertos de plástico, das vedações de propriedade e das grandes moradias.

Este livro surge precisamente com o objectivo de revelar o que estava escondido ou já desapareceu da antiga cidade de Balsa, descobrindo um pouco do espesso véu de mistério que a cobre, apesar do muito que ainda permanece desconhecido ou hipotético.

Ele ambiciona devolver a memória de Balsa ao leitor, cativando-o com a riqueza inusitada do espólio e história da antiga cidade e com a evocação dos seus habitantes e do seu aspecto antigo.

Espera-se que a sua leitura possa contribuir para vencer o arreigado desconhecimento e velhos preconceitos sobre o local.

A necessidade de um livro sobre Balsa tornou-se especialmente relevante nos últimos anos, por o tema se ter transformado também numa questão imobiliária. Grande parte da antiga cidade foi já destruída por trabalhos agrícolas e urbanizações. O que resta está em perigo de ter o mesmo destino devido aos apetites que a sua situação privilegiada desperta, embora se encontre em zona arqueológica classificada e no Parque Natural da Ria Formosa.

O manancial de informação aqui apresentado poderá assim contrapor-se à ignorância e à cumplicidade dos interesses que prefeririam que Balsa permanecesse perdida e desconhecida.

Neste sentido, os traços e achados agora divulgados desmontam lapidarmente as reiteradas tentativas de “desvalorização”, “confusão” e “relativização” do sítio arqueológico de Balsa, tanto mais que, apesar das destruições, permanecem ainda importantes zonas por explorar, virtualmente intactas.

Espera-se, sobretudo, que a sua leitura contribua para consolidar o interesse activo sobre Balsa por parte do público cultivado, em que esperançosamente se incluem técnicos do património, decisores político-financeiros, professores e todos quantos podem agir, de algum modo, sobre o futuro do sítio, dos materiais, do estudo e do conhecimento de velha cidade.

 

Advertência ao leitor (pág. 16)
Este é o primeiro livro de divulgação sobre a cidade romana de Balsa, desde a descoberta das suas ruínas em 1866.

Não se sabe quando haverá outro e muito se aprendeu desde então, pelo que se avalizou e seleccionou uma enorme quantidade de informação, correspondente ao estado actual dos conhecimentos, a conjecturas sobre a cidade e a temas ligados à sua história.

O resultado é um livro denso, rico em texto, ilustrações e mapas geográficos, tendo-se dedicado um cuidado especial ao seu aspecto visual.
Aborda oito tópicos, que podem ser lidos separadamente como fichas resumidas e ilustradas, sobre alguns aspectos seleccionados da história, aspecto actual do antigo espaço urbano, cronologia, arqueologia, geografia, economia, população e urbanismo balsenses.

É uma obra dedicada ao público culto, requerendo conhecimentos básicos de história e cultura clássica e de geografia regional. Recusa explicações infantis, paternalistas ou enganadoramente simples, procurando em contrapartida evitar maneirismos especializados e conceitos obscuros.

Inclui resumos do que se pensa serem as melhores conclusões de diversos estudos sobre Balsa e o seu tempo, de autores consagrados indicados na bibliografia.

Apresenta também uma visão inovadora sobre a história territorial e o urbanismo balsenses, com destaque para este último, sintetizando-se um trabalho original do autor sobre a morfologia urbana e o território da cidade.

Esse estudo incorpora: uma compilação espacial exaustiva da evidência arqueológica conhecida; uma análise sistemática das marcas topográficas anteriores às grandes destruições; e uma interpretação e reconstituição da forma urbana, baseada na aplicação de modelos técnicos e urbanísticos da época a esse quadro arqueológico e topográfico.

A novidade e a riqueza deste material, de interesse também para os estudiosos do urbanismo antigo, justificam a sua inclusão como resumo comentado num apêndice autónomo. (Onde estão os monumentos de Balsa?).

O livro fica longe de esgotar o tema de Balsa. Para além dos temas históricos e arqueológicos especializados, que nele não têm lugar, permanece um amplo campo aberto a abordagens alternativas e complementares.

O resultado final corresponde a um compromisso, em que importantes achados e temas tiveram de ser sacrificados às necessidades de espaço, sendo impossível explicitar todos os conceitos, tipos de vestígios e factos históricos referidos.

Apesar destas limitações, resolveu-se incluir uma síntese explicativa sobre as principais características típicas das cidades romanas. Este segundo apêndice, de leitura independente, (A cidade romana típica), destina-se aos leitores menos familiarizados com o tema e que desejem enquadrar o que é dito sobre Balsa numa moldura geral das cidades romanas do seu tempo.

Campo Arqueológico de Tavira, Portugal

www.arqueotavira.com

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